Aqui você encontrará artigos sobre a Pink feito por fãs, jornalistas e até cientistas.
Artigo escrito por Oséias Colla: Pink a “Troublemaker”

Que o meio artístico é repleto de confusões e desavenças por parte daqueles que pretendem se destacar dos demais, todos sabemos. Mais que isso, sabemos que grande parte desses conflitos parte dos famosos que perderam sua credibilidade e poder com a grande massa e precisam de outros tipos de promoções para continuar na mira dos paparazzi. Escândalos, fofocas, intrigas. As câmeras, então, tornam-se palco de um verdadeiro circo dos horrores, onde cada parte tem a sua verdade como única e imutável. O veneno é esguichado, e o sangue rola a solta.
Verdade também que muitas vezes as causas desses conflitos vêm de outras fontes. Britney Spears, e seu surto psicótico anos atrás. Amy Winehouse e suas descontroladas bebedeiras. Lindsay Lohan e seu abuso em relação às drogas. Exemplos de que o stress deste mundo de capas de revistas e tablóides tem o poder de tornar personalidades consagradas em pessoas problemáticas e fora do que podemos chamar de “sã consciência”.
E por falar em pessoas problemáticas, podemos citar uma grande lista de artistas que vivem sua carreira em função deste conceito: os troublemakers. Se fosse criado um prêmio para o mais relevante troublemaker da década passada, sobrariam candidatos. Avril Lavigne (no início de sua carreira), Kanye West, Lily Allen, Charlie Sheen. Todos se enquadram neste perfil. E se estamos falando de “trouble”, obviamente teremos que citá-la: Alecia Beth Moore. Desconhece? Apenas por nome, já que nos acostumamos a chamá-la de P!nk.

A fama de rebelde da moça iniciou-se nos bastidores da produção do sucesso “Lady Marmalade”, devido a um desentendimento com Christina Aguilera. O agente da cantora de “Beautiful” entrou em cena exigindo que o papel principal na canção e no vídeo da música fosse direcionado para Aguilera. P!nk não aceitou tal situação e saiu cuspindo fogo. A partir de então, e devido ao uma considerável influência da mídia sensacionalista, P!nk virou sinônimo de confusão, e prova disso é a pitada de veneno que encontramos nas letras de “Don’t let me get me”, na qual a cantora cita que está cansada de ser comparada à Britney Spears, e “So What”, que fala sobre Jessica Simpson e a sua falta de talento para criar hits. Ainda sobre suas canções, podemos destacar o vídeo de “Stupid Girls”. Neste, P!nk volta-se às causas sociais e de forma divertida fala sobre a grande influência que sofrem os jovens em relação à mídia, que impõe um padrão de beleza, assim como àquelas celebridades que utilizam de seu corpo para ganhar espaço no show biz.
E se por um lado as alfinetadas da popstar relatam uma personalidade forte e sem papas na língua, por outro nos remetem à idéia de uma pessoa que luta por justiça e dá a cara à tapa por suas causas. Prova disto são suas palavras via twitter sobre a atitude de Kanye West no VMA 2009. “Kanye West é o maior pedaço de merda do mundo. Me citem!.”. A cantora saiu em defesa de Taylor Swift, após esta ter ganho o prêmio de melhor vídeo feminino e o rapper ter subido ao palco e reclamado sobre o troféu, que em sua opinião deveria ir para Beyonce, e seu hit “Single Ladies”. Segundo os tablóides, P!nk teve de ser contida nos bastidores, uma vez que estaria a fim de acertar as contas pessoalmente com Kanye West. Exagero? Não quando se trata de P!nk. Posteriormente Pink confirmou que teria tentado bater em Kanye West.
E se a luta por justiça é umas das principais causas de Alecia (outra prova disto é a letra de “Dear Mr President”, na qual P!nk chama George W. Bush para uma “conversa”), podemos destacar neste sentido a atual desavença com Selena Gomez. A confusão teve início quando Selena e sua equipe estavam gravando seu novo vídeo, em Malibu, e utilizando cavalos pintados em suas gravações. Como todo bom ativista, P!nk indignou-se com a situação dos animais, e publicou em seu twitter “Se há algum ativista animal por Malibu – no Leo Cabrillo State Beach, há cavalos sendo pintados para um video musical idiota. Vergonha.” Dias depois, caiu na rede uma foto de Selena com uma calça escrito “PINK” no traseiro. Provocação ou apenas coincidência? Fica o questionamento em nossas mentes. Se cuida Selena, se cuida.

Seja Christina Aguilera, Britney Spears, Kanye West ou Selena Gomez, P!nk nunca hesitou em colocar sua posição ao público. O que para muitos é uma questão de ter a língua solta, para ela é a característica de uma forte personalidade. Estar em cima do muro é algo que não lhe convém. Direito ou esquerdo. Quente ou frio. Fora ou dentro. P!nk sempre teve uma posição sobre tudo e todos. E se a denominamos troublemaker é porque nos acostumamos a chamá-la assim, e não porque, de fato, ela seja.

“Entre eu, Britney e Christina, todo o mundo achava que eu seria a encrenqueira, a barraqueira né? Olhem pra mim! Estou sem algemas”(sobre a recente prisão de Christina Aguilera). Foi desta forma que a cantora se defendeu de seu rótulo. Embora sua postura de encrenqueira sempre estivesse presente em suas diversas fases (e em algumas de suas letras), P!nk possui hoje o que poucas têm: estabilidade e reconhecimento profissional, além de qualidade artística. E se durante grande parte de sua carreira Alecia foi vista como sinônimo de confusão, atualmente, pode-se dizer que o cenário é outro. Os rótulos continuam, assim como os parâmetros. E qual é o sinônimo de P!nk hoje? Sucesso.
Escrito por Welthon Leal: Dôssie: Quem se influencia na Pink?
Em menos de um mês em que postamos cenas do show da jovem cantora Willow Smith outra coincidência no cenário de shows faz levar a tona a referência em que a Pink se tornou mundialmente. A 4ª mais cantora da história da música a fazer uma turnê mais lucrativa do mundo dessa vez foi referência para a cantora baiana Cláudia Leite. Veja as fotos da nova turnê da cantora Cláudia Leite publicadas no site da EGO:


Vale lembrar que não é a primeira vez que brasileiras se inspiram na Pink. No carnaval Adriane Galisteu desfilou como madrinha da bateria com uma roupa completamente idêntica a apresentação da Pink no Grammy de 2010!

Alguns anos atrás a maior cantora brasileira Ivete Sangalo, possuidora dos maiores recordes de vendas no Brasil, apresentou seu show no Maracanã com performances muitos parecidas com a turnê “I’m Not Dead”. Em entrevista no programa do Faustão na Rede Globo de televisão, Ivete Sangalo afirmou que seu empresário voltou da Europa (na mesma época em que a Pink estava em turnê no continente) e trouxe uma idéia de uma cantora muito boa que fazia muito sucesso nos países europeus. Ivete não citou o nome da Pink, mas é explícito que a inspiração vinha dela.
Veja algumas fotos e vídeos das duas turnês:


Internacionalmente, além da já citada Willow Smith, a cantora Pop Katy Perry que está atualmente em turnê afirmou inspirações nos shows da Pink chegou a contratar o produtor da turnê “Funhouse Tour”.

“Estou trabalhando com um produtor de turnê fantástico chamado Baz. Ele foi essencial na turnê da Pink – aquela que ela fazia aquelas acrobacias.”

Ainda na entrevista afirma:
“Não estou dizendo que irei pelo mesmo caminho, mas a razão que me fez decidir trabalhar com ele nessa turnê foi porque, quando vi o show da Pink na Austrália, não era apenas um show normal de club-dance-party pop. Tinha muito de emoção nele.”
-
Pink definitivamente fez história na música, além de todo seu engajamento político-social, tanto com o movimento feminista e com a luta pelos direitos animais, até seus videoclipes super bem elaborados; ela é uma referência quando se fala em performances ao vivo, seja pela sua qualidade vocal, seja pela sua interpretação performática que mistura presença de palco a acrobacias no ar.
Mas fica a pergunta: Até onde algo é inspiração musical ou meramente tratado como cópia? Em tempos de plágios absurdos e escancarados na música atual, os fãs da Pink veem essas “inspirações” com olhos questionadores. Apenas nos resta mostrar de onde vem a referência e influência para tudo isso, a única, Pink.
Escrito por Oséias Colla: Vendo Bem Obrigada!

“Vender, vender e vender. Este é o lema de muitos cantores da atualidade. Normalmente, sob influência da indústria fonográfica, não se leva muito em consideração a qualidade do que está sendo produzindo, e nem mesmo a verdade contida nestas criações.
No show business vale tudo. Criar confusões, inventar romances inexistentes, armar casamentos com durabilidade determinada, vestir-se ou agir de maneira bizarra e até mesmo entrar em desavenças com demais artistas. E no final das contas, o único objetivo disto tudo é vender.
Fazendo um rápido retrospecto até o início dos anos 2000, nos deparamos com algumas novatas entrando neste mundo. Britney Spears, Christina Aguilera, Avril Lavigne, P!nk, entre outras. Cada qual com a sua linha musical, todas atingiam o mesmo público jovem, embora de maneira diferente. E depois de uma década, a fórmula inicial utilizada para atrair o grande público parece não estar dando tão certo quanto dera no passado. Britney Spears, após alguns anos de crise pessoal e psicológica, voltou. Mas suas músicas, embora consigam alguns números interessantes nos principais charts mundiais e vendas consideráveis, estão longe de alcançar o patamar que alcançavam no início de sua carreira. Outra que não está obtendo a mesma sorte que tivera outrora é Christina Aguilera. Após se destacar no meio musical como uma das vozes mais potentes da década, a cantora teve pouco êxito com o seu último álbum, o Bionic (e com seus respectivos singles) e este é considerado um dos principais fracassos dos últimos anos. E Avril Lavigne, que vendera mais de 15 milhões de cópias com o seu primeiro álbum, o Let Go, embora tenha mantido boas vendas com os seus dois últimos álbuns ( Under My Skin e The Best Damn Thing), não parece estar no mesmo caminho com o seu mais recente trabalho, o Goodbye Lullaby, o qual conseguiu um número considerado baixo em suas primeiras semanas no mercado.
E sobre P!nk, o que podemos dizer?
Pois é, a troublemaker da década é uma excessão entre estas cantoras. Depois de lançar o seu primeiro álbum, o Can’t take me home, e de vender pouco mais de dois milhões de cópias, Alecia Beth Moore, ou simplesmente P!nk, não era vista como uma cantora de futuro promissor. E mesmo com sua voz invejável, e seu talento nato para compor letras com profundo sentimento, a moça ainda engatinhava no meio artístico e sua personalidade não se adaptou muito bem ao estilo R&B proposto pela gravadora neste primeiro trabalho. Isso mudou quando ela se negou a gravar um segundo álbum com a mesma temática do primeiro, e impôs à gravadora as suas próprias características a este novo projeto. Nasceu então o seu álbum de maior sucesso, o Missundeztood. Com singles como Don’t let me get me, Just like a pill e Get the party started, que alcançaram excelentes posições nos charts mundiais, o álbum vendeu mais de doze milhões de cópias, e é um dos mais vendidos da década. Em seguida, P!nk ousou novamente em seu terceiro álbum, e pôs neste guitarras mais pesadas e composições mais agressivas. Seu primeiro single, Trouble, rendeu-lhe o seu primeiro Grammy solo, o de Melhor Performance de Rock Feminina (antes, P!nk já havia faturado outro Grammy, o de Melhor Colaboração Pop com vocais, por Lady Marmalade), e mesmo com este feito, o álbum não se saiu muito bem nas vendas, e conseguiu pouco mais de três milhões de cópias vendidas. Segundo P!nk, esse trabalho ficou vazio porque fora produzido em uma época em que ela não tinha nada a dizer. P!nk passava por conflitos pessoais, mas preferiu não expô-los ao mundo, abordando neste álbum outras temáticas.
I’m not Dead. Era exatamente isso que Alecia queria que o mundo soubesse. Ela estava viva. E havia voltado. Seu quinto álbum a consagrou no meio artístico, e lhe rendeu sete milhões de cópias vendidas. Além da inesquecível balada Who Knew, P!nk ainda trouxe neste trabalho sua indignação com o padrão de beleza norte-americana imposto pela sociedade – em Stupid Girls. E ela não parou por aí. Em Dear Mr. President, P!nk chama o presidente norte-americano, George Bush, para uma conversa, mostrando seu descontentamento com a guerra no Iraque e demais problemas político-sociais. I’m not Dead abria caminho para o qual seria o seu single de maior sucesso: So What, do álbum Funhouse. A música, que relatava de maneira cômica o fim de seu relacionamento com Carey Hart, alcançou o topo da Billboard e tornou-se um grande sucesso no mundo inteiro. E colocou o sexto álbum da cantora no ranking dos mais vendidos do ano, com cerca de mais de seis milhões de cópias, e uma turnê lucrativa o suficiente para durar cerca de dois anos e lotar estádios na Europa e nos Estados Unidos.
E para comemorar toda esta etapa de uma década de sucesso, no último ano, foi lançado o Greatest Hits da rockstar, The Greatest Hits…So Far. E novamente, P!nk conseguiu o que muitas já não conseguem mais. Raise Your Glass, primeiro single do álbum, alcançou o primeiro lugar da Billboard, e Fuckin’ Perfect, segundo single, alcançou a segunda posição do chart. Além disto, Greatest Hits…So Far já vendeu mais de dois milhões de cópias no mundo inteiro, o que é considerado bastante gradativo para um greatest hits, e ainda encontra-se dentro do top 10 dos principais charts de álbuns mundiais. Um belo presente para um aniversário de dez anos de uma das carreiras mais estáveis da atualidade.
Nem inocente, nem culpada. P!nk simplesmente livrou-se de todos os rótulos que colocaram-na no início de sua carreira, e hoje é respeitada e adorada pelo seu trabalho exemplar como artista. Sua personalidade sarcástica misturada com suas melodias que retratam o dia a dia de muitas pessoas são os principais ingredientes de todo o seu sucesso. Alecia chegou ao patamar que todas gostariam de ter chegado. Sorte, talvez. Mas certamente, o seu principal ingrediente para tal sucesso é sua humildade, talento, e personalidade intensa. Sem bizarrices, desavenças e romances inexistentes, P!nk vende. E mais do que isso, ela nos mostra que para vender bem basta ter uma boa música, um trabalho de qualidade e trilhar o seu caminho de acordo com a sua verdade.”





























