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julho 31, 2009

Fãs australianos dizem alto e orgulhosos: “NÓS AMAMOS P!NK”, além de cantarem trechinhos de músicas. (Filmagem feita na turnê australiana, Funhouse, da cantora Pink – 2009)

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julho 31, 2009

A música “It’s all your fault” faz parte do mais recente album da Pink, Funhouse. A cantora que chegou a tocar essa música em seus primeiros shows em fevereiro, a substitiu por outra um tempinho depois. Em geral, Pink não cantar “It’s all your fault” traz muita indignação aos fãs que adoram a canção. Porém, há 1 semana e meia ela cantou a música na turnê pela Austrália, em Sidney.

Confira:

Thanks niknik_niki

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julho 31, 2009

No vídeo a seguir você pode escutar Pink contando sobre um momento vergonhoso que passou em sua vida.

Pink conta que estava nas filmagens de Get the Party Started, e no terceiro dia ela já estava bem cansada quando uma funcionária da produção perguntou se ela desejava/precisava de algo. Pink rapidamente respondeu “Um homem pelado”. Ela claramente estava apenas brincando, porém mais tarde homens apareceram em seu camarim, a colocaram na cadeira, e dançavam fazendo strip-tease. Ela comenta que não era uma situação nada boa porque se seu namorado soubesse ela estaria encrencada, além de ter sido o mais humilhante momento de sua vida. Ela encerra dizendo que bateu neles, gritou e riu bastante.

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julho 31, 2009

PINK :
INSPIRAÇÃO, ATITUDE E HONESTIDADE

O TRABALHO PESADO

Um pouco roqueira, um pouco pop, um pouco punk, a cantora e compositora Pink tem desafiado expectativas por mais de décadas. Em uma simples conversa, ela faz uma jornada que vai da Pensilvânia até “Funhouse”.

Por Chris Neal.

Se Pink alguma vez te pedir para escrever uma música com ela, é melhor você ter força para aguentar muita bebida. Ela troca experiências com uma variedade de colaboradores que a ajudaram a lançar cinco álbuns com letras abertas e temáticas. Por exemplo, quando ela se reuniu com Max Martin ( colaborador em “So What” e “U + Ur Hand”), disse ela “A primeira coisa a se fazer é – começar com bebida…”, o mesmo aconteceu com Butch Walker em “Leave Me Alone (I’m Lonely)” “várias taças de vinho tinto – Châteauneuf du Pape, para ser mais preciso. Quando ela pediu a Kara DioGuardi para ajudá-la com a música “Sober”, ela disse a ele: “Vou te deixar bêbado primeiro, porque será muito importante que você se sinta um lixo para produzir essa música.”
Pink não faz tudo isso só porque ela gosta de corromper a reputação de músicos talentosos usando bebida, ela faz isso porque ela adora a ideia de que a arte surge quando as pessoas se sentem à vontade de dizer
a verdade – e como já foi dito, com o vinho, “Ficamos leves,” diz Pink com um sorriso. “Nenhum de nós precisa de terapia. Construí um grande círculo de amizade em minha vida com os compositores.”
É um método de trabalho que pelo visto dá muito certo, pensando que a cantora já vendeu mais de 33 milhõs de álbuns por todo o mundo. O mais importante é a honestidade que ela mostra nas letras, e que fez com que ela criasse um laço com seus fãs. Ela diz que os seus shows são como um “grupo de terapia”, para ela e para a audiência. “Passo por tudo o que todos estão passando,” diz ela. “Quando eu tinha 13 anos e escutava Linda Perry, eu ficava do tipo, “Nossa, alguém me entende.” Acho que essa é a maneira como eles se sentem.”

A adolescente Pink era muito mal-compreendida. Ela cresceu em Doylestown, Pensilvânia, filha de um veterano do Vietnam, que ao longo dos tempos foi passando para a filha a paixão que sentia por música. O divórcio dos pais quando ela tinha apenas 7 anos, fez com que ela fizesse da vida algo voltado para o mundo rebelde, com drogas e álcool. Com 14 anos sua mãe chutou-a para fora de casa. Com uma nova vida, Alecia Beth Moore respondia por um apelido diferente de seu nome real: Pink.
Largou as drogas depois que entrou para a carreira artística. Aos 18 anos, assinou contrato com a gravadora LaFace Records, e em 2000 lançou o seu primeiro álbum, “Can’t Take Me Home”. Foi disco platina-duplo, e ultrapassou vendagens de várias cantoras pops que também estavam surgindo na época. ” O primeiro álbum foi um aprendizado,” diz ela agora. “Ninguém queria saber quem eu era, ninguém queria saber como eu me sentia. Foi sobre escrever algo, não foi algo de sentar e ter que chorar. Não toquei na minha vida ou passado.”

O sucesso de “Can’t take Me Home” deu à Pink uma força de poder tomar uma nova direção, e não perdeu tempo. Chamou a heroína que ela tinha em sua adolescência, Linda Perry, para ajudá-la em um álbum mais pessoal que qualquer outro – “M!ssundaztood”, 2001. Ela canta sobre os altos e baixos de sua vida em “Don’t Let Me Get Me”, “Just Like a Pill”, e “Family Portrait”. O álbum vendeu mais de 16 milhões de cópias ao redor do mundo e fez com que a cantora seguisse a linha do pop, rock, punk, sempre tendo atitude e nenhum segredo.
Seu último álbum, “FUNHOUSE”, leva-nos a um território pós-moderno. O primeiro single – “So What”, fala de sua separação do motoqueiro famoso Carey Hart, e o título surgiu de uma visita à uma casa na área de Los Angeles que ambos dividiram. “Se tiver um elefante na sala, vou falar sobre isso primeiro”, imagina ela. “E, então, falo sobre o que os outros estão pensando.” ( Ela e Hart já se reconciliaram.)
Sentamos com Pink em Liverpool antes que ela subisse ao palco e por duas horas cantar grandes sucessos no Echo Arena da cidade. Seus shows fazem com que Pink pule com várias coreografias e acrobacias, tudo ao vivo – dublagem não faz o seu estilo. “Inventamos coisas perigosas e que seja difícil de conseguir seguro de vida. Depois, levamos até o show,” brinca ela. O centro do espetáculo é o que motiva Pink. “É o que mais tenho vontade de fazer,” comenta ela. “Não faria se não tivesse algum significado para mim. Largar todos os cigarros e espelhos, mas cantar o que vem do coração.”

O que te atraiu à música?

Minha lembrança é de meu pai cantando para que eu dormisse quando ainda era bebê. Algum tempo depois, ele ficava tocando violão todas as noites, e sentava e cantava. Essa era a minha língua. Antes de poder falar, eu conseguia cantar. Era o único jeito que as pessoas paravam para me escutarem. Comecei a ter aulas de canto com 9 anos e ganhei meu primeiro prêmio quando eu tinha 9 ou 10 anos. Acho que fui a única com menos de 30 anos naquela competição. Eu cantei “Oh Father”, da Madonna.
Sempre tive um lado negro (risadas). O palco é o único lugar que consigo me sentir eu mesma, como se tivesse algo à oferecer para o mundo.

Quando você começou a compor?

Sempre escrevia poesias, e eram muito, muito obscuras. Comecei a usar drogas e escrevia poesias do tipo, “Festas e entusiasmo no chão..” Minha mãe pegou um dos livro de poesias uma vez, e depois de ler perguntou se eu queria morrer. Eu respondi, “Você não pode ler as minhas coisas!
São minhas!” (risadas).

Como que você fez essa transição de poesias para músicas?

Foi colocar a poesia em movimento – tinha que sentir a melodia. Acho que escrevi minha primeira música aos 13 anos.

Sobre o que era?

Nossa, mal me lembro… Acho que se chamava “Generation X”, e falava da tristeza que passava em minha vida de criança.

Você guardou alguma dessas coisas?

Sim, algumas. Guardo meus jornais desde quando eu era criança. Volto e fico olhando para eles, e às vezes consigo lembrar exatamente como escrevia coisas precipitadas. Às vezes leio e penso, “Caramba, em que eu estava pensando?” Outras vezes eu digo, “Disso eu lembro,” ou “Eu lembro desse menino. “Family Portrait”, uma das músicas que escrevi para o álbum “M!ssundaztood”, foi baseado em um poema que eu escrevi quando tinha 9 anos, que foi quando meu pai saiu de casa.

Como você ingressou no mundo da música?

Cantava de tudo. Cantei música gospel em igrejas, tinha banda de punk-rock, treinei e cantei ópera, além de cantar em boates de hip-hop. Aconteceu quando alguém me viu cantando em uma dessas boates, e perguntou se eu gostaria de fazer parte de um grupo de R&B chamado Choice. Fiquei muito feliz, porque o meu sonho de dar o fora da escola estava finalmente chegando (risadas). Naquela hora, não queria mais trabalhar para o McDonald’s. Nesta época eu estava em Atlanta, 16 anos.

Era ainda muito jovem para começar uma carreira. Você se sentia pronta?

Sim, me sentia. Lembro que eu estava assistindo ‘Star Search’ com 9 anos e falando, “Senhor, se eu não conseguir algo ainda este ano, desisto. Nessa idade ainda era nova, mas pensava que se aos 10 anos não obtivesse uma mudança, a vida acabaria.” Ao mesmo tempo, me sentia com muito ansiedade. Nunca tive amigos com a mesma idade. Meu pai me dizia que eu nasci com 1,000 anos e seguia a vida a partir dessa idade.”

Seu primeiro álbum, “Can’t Take Me Home”, foi um sucesso. Como esse álbum soa para você agora?

É gostoso de ouvir. Soa como… você já ouviu Alvin e os Chipmunks? Pareço o Alvin cantando (risadas). Não mudou muita coisa. “Stop falling” é uma música muito pessoal, e naquele momento eu sentia um “Eu consigo”.

Como você lidou com o primeiro brilho do sucesso?

Muito bem, porque não ficou comigo. Nunca tive um desses momentos “Aha!”. Pelo que vejo dos últimos 14 ou 15 anos, pessoas só acreditam naquilo que alcançam ou abaixam a cabeça. Eu sempre seguia em frente. Nunca ficava satisfeita. sentia que precisava fazer algo maior, melhor e mais auntêntico.

Você sentiu pressão para ter que manter o sucesso?

Só da gravadora, não de mim mesma.

Para muitas pessoas no lugar como o seu, a pressão da gravadora pesa muito.

Tinha uma relação muito familiar com L.A. Reid ( fundador e presidente da LaFace). Entrava no mercado com o tempo. Muitos artistas estavam sendo lançados, e as pessoas estavam lá pela música. Foi antes de surgir o Napster, iTunes, etc. Ele era como o meu paizão de negócios, e foi por causa dessa relação que hoje estou aqui. Ele me dava dinheiro do próprio bolso. Eu o chamava por vários nomes e ele fazia o mesmo comigo, mas tinha muito amor e carinho. Nós brigamos porque ambos estávamos emocionalmente dentro do negócio. Mas ao final do dia ele me ligou e disse,
“Está bem, eu acredito em você e vou te dar a oportunidade de falhar.” Eu disse, “Obrigada.”

O que você sentiu ao perceber que o pessoal da gravadora não estava confortável com o fato de você tomar um outro rumo em seu segundo álbum?

Me senti desafiada pelo medo dos outros. Primeiro fiz com que eles me deixassem fazer o que fiz em “M!ssundaztood”, e foi um sucesso, tive um momento “Eu avisei” – e eu amo, amo esses momentos que podemos dizer “eu avisei”. Depois, no terceiro álbum – “Try This”/ 2003, eles pararam de me dizer o que eu deveria ou não fazer, e foi aí que fiquei com medo. Me senti do tipo, “Espere! Não! Me digam o que não posso fazer, e é isso que farei. Não me digam que eu posso fazer o que bem quiser, porque se não irei para a cama.” (risadas).

De onde surgiu a ideia de trazer Linda Perry para compor em seu segundo álbum?

Eu era fã do 4 Non Blondes. Ela era a voz que me guiava em meus momentos ruins da adolescência. Consegui o telefone dela em uma listagem de artistas, e surgiu a ideia. Eu disse, “Certo, vou enchê-la até que ela escreva uma música comigo.” Liguei para ela, deixei mensagens e cantava as músicas dela no telefone. Finalmente ela se cansou de mim, ou não havia mais espaços em sua caixa de mensagens eletrônicas, pegou o telefone e me disse, “Você é muito doida, vamos lá!” Foi esquisito nos primeiros cinco minutos porque eu era muito fã, mas tomamos cerveja e fomos para o estúdio dela. Ela disse, “Certo, como você está se sentindo hoje?” e me deu um microfone. Estava com os meus jornais, e ela disse, “Esqueça isso, só me diga como você está se sentindo hoje.” Literalmente, dez minutos depois, uma música estava escrita, não sabia que estava em mim. Não sabia se tinha algo para dizer naquele dia, e nunca saberia. É assim que as pessoas começavam a me conhecer de verdade. Ela também me disse, “Você é uma sobrevivente, passou por muitas coisas, e mesmo assim é uma garota muito forte. Você construiu uma parede enorme em volta de você, e o meu trabalho é derrubar essa parede. O seu trabalho é nunca mais ser defensiva, porque você sofre de dores que poderiam ajudar outras pessoas.” Acho que nunca mais fiquei retraída e defensiva.

O que você procura em uma colaboração?

Alguém com quem eu possa sair. Alguém que não esteja fazendo esse trabalho para ficar conhecido, alguém que tenha passado por vários momentos e que eu possa confiar. Saberei em cinco minutos quando sentar-me com alguém e começar a contar do meu dia para ver se eles entendem. Às vezes funciona, e às vezes não.

De onde você acha que vem toda essa sua transparência?

Não sei. Não sou boa em ficar escondendo segredos. Várias pessoas já passaram por mim e diziam, “Sabe, você não precisa ser tão transparente.” Nada me choca, nada parece o limite. Gosto de ver as pessoas expondo as almas. Gosto de ver quem as pessoas realmente são.

Quando você vai trabalhar com alguém, você já leva letras prontas?

Não, geralmente não. Tenho notebooks onde poderia criar na hora, ou falar de coisas que me deixem insensível ou feliz. Felicidade, para mim, é o sentimento mais forte quando é escrito em forma de música (risadas). Mas tenho que ser sincera – ao escrever esse álbum, não olhei em meu notebook. Tive minhas próprias inspirações.

Você já tentou escrever sem colaborações?

Não sou tão boa nisso. Toco bateria, mas é difícil de alcançar a melodia só com bateria (risadas). Aprendi a tocar violão, recentemente, – ou estou aprendendo, devo dizer – e estou conseguindo. Existe algo na maneira em que eu aprendi a cantar com o meu pai – ele fazia o acorde, e eu encontrava a melodia. É algo que me faz depender de alguém para criar os acordes. Não é só sentar com um compositor e esperar ele estalar os dedos. Tem algo nesse mistério de não saber aonde o compositor quer chegar que mexe comigo.

Como você enxergaria o futuro?

Não tenho a resposta. Nunca fui do tipo de pessoa que faz planos. Neste exato momento, consegui fazer tudo o que disse que deveria fazer quando eu estava nos meus 9 anos, exceto viajar pelo mundo todo pedindo carona. Quero ajudar animais, produzir vinho, ter uma família, se tornar uma pessoa e compositora melhor, e continuar a fazer turnê. Esse é o futuro para mim.

Odeio ter que te fazer essa pergunta, mas em setembro você fará 30 anos. Como você se sente?

Incrível. Estou muito animada pelos 30 anos. É quando o mundo te pega por baixo, te sacode, te coloca do lado certo, te dá um par de taças e diz, “Está na hora!” Mal posso esperar pelo momento.”

POR DENTRO DA MÚSICA – DEAR MR. PRESIDENT

“As pessoas dizem que não sou a compositora mais expressiva,” diz Pink, “e sou a primeira a admitir que não sou poética e nem sutil.” O exemplo mais claro dessa afirmação é a brilhante carta para o Presidente George W. Bush transformada em música do álbum “I’m Not Dead”.
“Estava aborrecida,” comenta ela. “Estava muito irritada. Tudo estava de cabeça para baixo. Me sentia triste pelo estado do nosso mundo.”
Ela e o co-escritor, Billy Mann, colocaram no papel várias questões a Bush sobre a guerra no Iraque, aborto e muito mais. “O lado positivo dessa música é que ela é uma música inocente e com questões, ao invés de julgadora e brava, que são coisas que ás vezes sou.” diz ela.

Pink disse que depois do lançamento da música, ela recebeu uma carta do veterano David Crosby. “Ele disse, ‘Obrigado por ter escrito essa música. você está carregando a tocha para a sua geração.’, Fiquei, “É mesmo, agora sou boa. Tive o elogio de que precisava.”

POR DENTRO DA MÚSICA – SO WHAT

O primeiro single de ‘Funhouse’ chamou atenção pela primeira estrofe, que Pink canta “Acho que perdi o meu marido, e não sei aonde ele foi.” Essa linha, e música, foi criada quando o amigo do produtor Max Martin – Johan Karl “Shellback” Schuster, mostrou para Pink um ritmo de guitarra. Pink cantou ao som da melodia criada e caiu na risada. “Achei que foi a coisa mais engraçada que já tinha ouvido em toda a minha vida,” comenta ela. “Sou aquela que ri das próprias piadas.”
Martin a encorajou de seguir a linha de pensamento, e juntos criaram uma letra que fala da separação longe da vida de estrela. “Para eu ter que dizer – ‘Sou uma estrela do rock’ (no refrão) foi a coisa mais boba que alguém poderia imaginar,” comenta Pink.
Pink ficou feliz com o trabalho final, mas ficou preocupada quando a gravadora queria que fosse a primeira música de lançamento do álbum. Preocupada em machucar os sentimentos do ex-marido, Carey Hart, ela pediu para ele aparecer no video, assim todos poderiam ver que ele gostou da brincadeira e que o casal ainda estava em perfeita harmonia. “Sem as pessoas entenderem o amor por trás do sarcasmo, pensariam que a música teria uma mensagem amarga, brava,” explica Pink. “Não queria isso para o Carey e nem para mim. Então deu certo.”

Tradução: @fahmiguel That’s all!

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julho 31, 2009


* Obrigado Mido
ri pelas scans.

BEM-VINDO À DIVERSÃO

A recente turnê de Pink é a turnê mais extravagante que a cantora já fez. São 230 shows pelo globo terrestre. “É muito ambicioso dizer, mas me sinto em casa aqui,” diz ela. O fato da cantora ter que fazer muitas acrobacias em trapézios, faz com que ela não possa fazer mais uma tatuagem ao longo dessa turnê. Sebastian Stella, uma coreógrafa do Circo de Soleil, treina Pink para as danças e acrobacias. Treino físico é intenso. Musicalmente, a turnê FUNHOUSE ultrapassa limites, ” É o show mais físico e vocal que já fiz,” diz Pink. Austrália é o país que está juntando a turnê de Pink e Carey pela primeira vez. Ele faz shows acrobáticos de moto ao lado de fora de onde estiver ocorrendo os shows da Pink.

ROLLING STONE AUSTRALIA

VICIADO EM PINK

Ela nasceu na Pensilvânia e mora onde quer que o seu ônibus de turnê estacione, mas o coração de Pink se sente em casa na Autrália.

Por Lee Coan + Fotografias por Dan Annet

DIA ENSOLARADO EM DUBLIN, UM MÊS ANTES DA TURNÊ ‘FUNHOUSE’ DE PINK PASSAR POR AQUI, e ruídos de garfos tomarem conta de todos os bastidores, um grande número de famintos que trabalham com Pink, contam as histórias acontecidas durante as viagens, sobre aquele sujeito da revista australiana. “Estavamos em 1984, em Houston com Ozzy Osbourne ou Motley Crue,” sorri o administrador de turnê da Pink, enquanto leva um pedaço de salmão à boca. Essa é a história que o baterista, o operador de trapézios e o viajante gostaria de ouvir.
“Estava com os nervos à flor da pele porque não se falava tanto sobre Ozzy, até que o diretor do hotel disse, ‘Senhor, temos um problema.’ Aparentemente tive que ir… no exato momento!” Essa situação está longe de ser um clichê – 14,500 fãs histéricos estavam esperando do outro lado,
guitarras fazendo solos, dançarinos com roupas chamativas, fogos de artifício explodindo por todos os lados e um jornalista da revista ROLLING STONE vendo a calma surreal do administrador da turnê esperando o momento certo de levar o Deus do Metal para um outro lugar. Logo em seguida teria fogos, calcinhas jogadas no palco, e o som da música “Hells Bells” do AC/DC mandando ver. Lembrando de tudo isso, chego à conclusão de que a turnê ‘FUNHOUSE’
da Pink deve ser o show mais rock & roll em todo o mundo. Também irá quebrar com todos os recordes australianos já obtidos, graças à uma estrela da qual a nação tomou paixão.

“Primeiramente, é um show de rock,” Pink – Alecia Beth Moore à sua mãe – ela me disse antes de voltar para o hotel. “Mas foda-se, é mais do que só isso. Tem esse cenário de pessoas voando por cima de você por todos os lados. É do car***. Ultrapassamos os limites a cada noite, e o mais louco é que mal começamos a turnê. Estamos no 30°, ou 34° show, e queremos chegar aos 230° show. Para ser sincera, estou perdida – Não sei onde estamos. Estou por todos os lados e temo já estar sentindo saudades. É difícil de dizer como estou no momento. É o show mais físico e vocal que eu já fiz. É muito ambicioso dizer, mas me sinto em casa aqui. Não estamos no apegando, mas não dá para reclamar. O lugar é divertido para car***, e Austrália é a minha luz no fim do túnel.”

Pink e Austrália têm uma história incotestável. Tem uma ligação entre ambas, e quando ela chega, nunca é só mais um show. Mesmo aqui na Irlanda onde ela encontrou os “fãs mais gritantes que eu já ouvi em minha vida”, ela segue em frente com sua agenda.
“Estamos fazendo algo inovador aqui na Austrália, e mal posso esperar.” Foram sete anos para que Pink e seu ex, (agora recente), marido ficassem juntos para aproveitarem ao máximo o relacionamento. Isso está contecendo exclusivamente na Austrália. Carey – o motociclista famoso, está fazendo uma turnê com sua namorada (Pink).

De cidade para cidade, por fora dos shows, ele faz apresentações de moto para os fãs. “Fãs podem se aproximar e dar uma olhada nas motos e em tudo o que faz parte da Hart & Huntungton – será incrível. Talvez participe de tudo o que o evento ceder,” sorri Pink. “Fico muito bem lá. Tente e me impeça.” Falei isso ao administrador da turnê de Pink, e ele levou as mãos à cabeça. “Não sei o que é mais perigoso,” brinca ele com um pequeno sorriso. “O que é pior? Alecia dirigindo uma moto e fazendo acrobacias, ou eu tentando impedi-la de fazer algo do tipo?”

O custo extra de colocar essas duras turnês juntas não é só uma desculpa para Pink passar momentos com o marido, é um agradecimento ao país. Em sua última turnê – I’M NOT DEAD’ -, os fãs fizeram dela a mulher que mais vendeu ingressos para show, passando os $40 milhões. Em 2009, novamente graças aos fãs, o recorde já foi batido. “Quinze shows,” diz Pink com um grande sorriso. Foram 13 em Melbourne ficando como a artisa que mais vendeu ingressos para uma turnê. Mais de 600,000 ingressos vendidos, e recordes quebrados em Adelaide, Brisbane e Victoria.

“A doideira é que,” sorri a cantora de 29 anos se ajeitando na cadeira, “ninguém tem dinheiro no momento, mas foram muitos os ingressos vendidos. Por isso essa é a minha maior turnê. Gastamos muito com os cenários, a maneira como eu vejo é – quando se não tem dinheiro, e você está sem nada para curtir, o que fazer? Temos entretenimento. Temos música. Temos distrações. Então, se tiver algum fã meu sofrendo de algo, ele pode vir que em poucas horas terá esquecido todos os problemas. Uma noite você pode vir e apenas se divertir, beber um pouco – esquecer as contas. Estou muito grata de poder dar às pessoas esse tipo de alívio. Parece pouco, mas me sinto muito importante com tudo isso.”

Pink disse que tem feito de tudo para fazer com que os preços dos shows na Austrália não sejam tão altos. Obter o maior sucesso que já vi. “Alguns artistas vendem os ingressos por um preço absurdo,” diz Pink. “Não quero fazer parte dessa ideia. Sempre mantemos os nosso ingressos em preços mais acessíveis. Quando eu era menor eu ia em shows que custavam $10. E esse pessoal é igual a mim. Não tenho um audiência rica e não quero que eles paguem e fiquem o resto do mês sem poder irem em uma outra balada. Isso seria muito egoísmo.”

Tirando esse amor comum, qual é a conexão que existe entre Pink e Austrália? Afinal ela é de Doylestown – Pensilvânia, E.U.A. – e não de Newcastle, Sydney ou Melbourne. Ela foi a primeira a colaborar com as ajudas necessárias em fevereiro quando ocorreu um incêndio em uma das florestas – doando generosamente $250,000 do próprio bolso.
“Achei que seria a coisa certa a se fazer,” comenta Pink enquanto bebe um chá gelado e fuma cigarro. “Por que não ajudaria? Sinto que eu e a Austrália somos como uma família. Quando aconteceu toda o incêndio, senti que deveria mostrar apoio. Foi horrível o que aconteceu, não pude acreditar no que eu via. Vocês devem achar que eu falo isso de todos os países, mas dane-se, não ligo. Tenho uma conexão com a Austrália – acho difícil explicar. Se por acaso as pessoas acham que eu estou querendo enrolar, tudo bem – mas não estou enrolando ninguém.”
Pink afirma que não sabe o que foi que fez brotar esse amor pelo local. Ela nunca passou por lá antes de sua primeira turnê em 1999. “Acho que as mulheres daqui não me olham como uma celebridade, elas me olham como se eu fosse uma delas. Só uma outra garota. Com meus shows na Austrália, eu quero mais é me divertir com todos. Quero fazer parte de tudo. Cair na gargalhada. Australianos são bons de bobeirices e piadas. Eles sabem como passar o tempo. Mas tristeza, solidão e raiva são sentimentos importantes, e acho que eles sabem mesclar todas as emoções de uma maneira muito boa.”

A Pink das fotos e dos vídeos, a mulher gritando para vários irlandeses, não é a Pink que eu estou olhando agora – aqui em um bar de Dublin – falando sobre australianas. Não é que ela não seja forte, difícil, sensual e feroz, como é conhecida. Mas ela é mais do que isso, ela é muito mais fofa e brincalhona quando você senta e aproveita a compania dela.
Ela é baixinha, não passa dos 1.70 de altura, mas é cheia de energia e entusiasmo, com uma coisa pequena de raiva. Ela é engraçada, brincalhona e… agora ela está levantando a blusa para me mostrar as tatuagens. Não parece estranho. “Esta daqui,” diz Pink, apontando o dragão em sua coxa, “foi feita em Melbourne. A maioria das minhas tatuagens foram feitas na Austrália.” Estou olhando para a saia dela em público, em um bar elegante, e não parece uma situação desagradável. “Talvez essa seja a minha maior lembrança da Austrália,” comenta Pink. “Fui tatuada e tatuei toda a minha banda em Melbourne.

“Fiz um sapo no pé, o qual não dá para ser visto. Fiz este dragão em minha coxa. Tenho esse símbolo de coração. Tatuei os dedos também! Tatuei o meu administrador de turnê, meus dançarinos, minhas back-vocals, meu baterista. Todos!”

“Tatuei toda a minha banda” não quer dizer que Pink pagou para que eles fossem tatuados em seu estúdio favorito, Eternal Instinct, que fica em Beaconsfield, Melbourne. Ela fez a banda sentar-se na cadeira e passou a agulha ela mesma. “Sim. Fiz isso – Sou muito boa. Fiz minha melhor amiga também. Coloquei um batom bem vermelho e beijei-a na barriga. Depois tatuei onde o batom deixou marca. Tenho que admitir que o dragão demorou sete horas. Tinha um show no dia seguinte no Rod Laver – não foi a ideia mais brilhante que já tive. Precisei me levantar. Já estava me machucando. Telefonei para o Carey chorando e ele ficou furioso. Ele teve uma reação do tipo “E daí? Você vai sair daí com um dragão pela metade? Vai ficar assim por um ano? Volta para a mesa e não me ligue até que essa droga esteja pronta.” Chorei sem parar nas seguintes três horas, e fiz o show cheia de agonia.”

Não deve ter ninguém fazendo tatuagens em Melbourne, já que a turnê FUNHOUSE está lotada. “Gostaria de fazer outra, mas esta turnê não me deixaria. Com todas as acrobacias e coisas do tipo, fica difícil de achar um lugar no corpo do qual não prejudique. E também não sei o que tatuaria. Todas as minhas tatuagens têm um sério significado.”

Acho que um símbolo da VB seria uma ótima tatuagem. Pink adora a cerveja Victoria Bitter. Sim, o gosto de vários pais e homens faz o gosto dessa estrela. “Eu amo VB!” ri ela. “É a minha cerveja favorita no mundo todo. Acho que é uma daquelas coisas sentimentais – depois de sair do avião, a primeira coisa a ser feita é beber uma VB. Estou viciada em VB e feliz de novo. Não sei o quanto aguento, mas tento. Mantenho minha bebida, não consigo beber galões – não aguento. Mas preciso beber, e preciso beber agora. Quando chego na Austrália, duvido que alguém iria querer ir me ver. Ontem foi horrível. Estava péssima que você nem imagina. Mas todos passamos por um dia desses. Não levo tão a sério. Estaria ferrada se levasse.”

Uma coisa Pink pode saber – se ela não pode ser ouvida em Oz, a audiência leal dela faz com que ela saiba das coisas. “Você está certo,” ri Pink. “Eu estive em uma boate australiana e alguém em frente da barreira gritava, ‘Sua voz não está alta! Peça para a equipe de som aumentar essa por**! Sua voz nem está dando para ser ouvida!’ Por isso que gosto desse povo. Eles dizem como deve ser dito. E eu também. Droga, essa é a conexão. Essa é a conexão que existe entre a Austrália e eu. Ambos dizemos o que deve ser dito.”

Tradução: @fahmiguel That’s all!

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julho 31, 2009

Tweet sobre o vídeo:

Colione rouba fãs da Pink com salto mortal em Sidney.
1:55 AM Jun 30th

Eu estive pensando que Pink já tinha fãs o suficiente. Então, eu deveria roubar alguns. Depois do show em Sidney encontrei uma galera esperando por ela na saída, então assumi o compromisso eu mesmo…

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julho 31, 2009

Posted Under: Galeria | Posted By: Jess!ca-Lokisis
julho 31, 2009

O novo clipe da Pink que está em divulgação mundial e que estreou ontem na MTV Brasil, já está na lista de votação para do LAB DISK. O LAB DISK é o novo programa de clipes da MTV Brasil que funciona com um TOP 15 de clipes mais pedidos pelos telespectadores do canal. O programa começa às 15:00hs, de segunda à sexta, e para votar é preciso se cadastrar no site da MTV Brasil.

Provavelmente teremos dificuldades para colocar a Pink entre as 15 mais pedidas, mas é preciso que todos os fãs votem várias vezes durante todos os dias para que o clipe entre e permaneça na parada, e torcer para que posteriormente outras pessoas votem no clipe. Não desistam de votar! É super importante que a Pink entre nessa parada, pois é o programa de TV com maior cobertura nacional e que possui maior audiência entre as paradas de clipes da televisão brasileira.

Hoje, 02 de Julho, a Pink participou do LAB AO CUBO, que é um programa da MTV Brasil que exibe 3 clipes de cada artista e conta com a interatividade das mensagens de texto dos celulares para fazer perguntas sobre o artista que está passando no programa ou algo relacionado a sua música. Hoje ás 13:00hs foi exibido o recém estreado “Please Don’t Leave Me”, o clássico “Don’t Let Me Get Me” e o dançante “Get The Party Starded”. A pergunta feita aos telespectadores foi: “Qual rapper daria certo numa parceria com a Pink?”. A grande maioria dos telespectadores afirmaram que seria o EMINEM. E você o que acha?

VOTEM CLICANDO AQUI!

OBS: Para validar o voto é importante que escolham todas as colocações na página de votação. Também não esqueçam de deixar “Please Don’t Leave Me” sempre na 1ª colocação. Para votar mais de uma vez basta clicar em “Voltar” na barra de seu navegador.

Posted Under: Brasil | Posted By: Jess!ca-Lokisis
julho 27, 2009

Olá visitantes do Pinkbrasil!

Em junho, nosso site completeu quatro anos de existência.

Nós estamos preparando algumas novidades pra vocês. Uma delas é que abrimos alguns photoshoots na galeria e adicionamos várias fotos por lá.

Divirta-se com as novas (nunca vistas) fotos!

Anthony Cutajar – Set #6
Kate Martin
Patric Ford
William Rutten
David Tonge
David Anderson set #4
Wilberto van den Boogard set#2
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David Anderson set #3
David Anderson set #2

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Posted Under: Galeria, Site | Posted By: Jess!ca-Lokisis

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